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No segundo volume de O Velho Oeste Carioca, André Luis Mansur continua a
contar mais histórias do passado da região do Rio de Janeiro que vai dos
bairros de Deodoro a Sepetiba. Desta vez, mescla a pesquisa documental com a
tradição oral dos moradores da região, que falam, com saudade, dos bondes que
iam de Campo Grande a Guaratiba e ao Rio da Prata, do ramal de Mangaratiba
com seu trem "macaquinho", dos muitos cinemas que desapareceram, da época em
que as praias de Pedra de Guaratiba e Sepetiba eram limpas, e do modo de vida
rural que prevaleceu na região até há algumas décadas, quando os agricultores
recebiam o dinheiro das colheitas no Café e Bar do Lavrador, e faziam todo
ano a eleição da Rainha da Lavoura.
Depois de assistir algumas vezes “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha, que o impressionara, Fernando Braune, resolveu fotografar as imagens do filme, pois cinema é fotografia. Mais do que ratificar o gesto do cineasta, ele o desdobrava, propondo uma releitura de sua narrativa. O ato de recortar elementos do filme em forma de imagens fixas já implicava, não apenas na alteração no "objeto fílmico", mas em uma insubordinação à característica fundamental do cinema, que é o movimento. Assim nasceu este ensaio, em meio a indagações e elucubrações que levaram o autor a surpreendentes constatações de imbricação entre a linguagem fotográfica e cinematográfica.
Este é um livro, que se percebe claramente como o passado se tinge pela distância de tonalidades preciosas e enobrecedoras. Paulo Barata não se limita a dizer, desejar e recordar, mas avança também com o modo que a serenidade do ritmo suscita, mesmo que, em alguns poemas, as coisas mal sejam tocadas, deixando a impressão que as pretende casuais, interrompidas, mas, em outros, é gritante a sagacidade do poeta, que observa a evolução operada nas histórias que nos são contadas em trovas.
Tradução de Thereza Christina Rocque da Motta. O livro, lançado em 1992 nos Estados Unidos e Inglaterra, reuniu os melhores textos e imagens de Michael Jackson, escolhidos por ele mesmo. Quase 20 anos depois, chega ao Brasil pela primeira vez, com uma tradução inédita, para que os fãs do Rei do Pop possam apreciá-los como ele os escreveu. A mensagem de Michael Jackson permanece em suas letras de música, poemas, histórias, contos, fábulas e depoimentos. (Lançamento em 29/08/2011)